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Enoque: quando o livro foi escrito e por que ficou fora do cânon

Voz de computadorClassificação: 10 anos (violência fantasiosa)

Um vídeo de 16 minutos. O vídeo estreia em breve no YouTube; enquanto isso, você já pode ler o resumo, os capítulos e o texto completo.

Capa do vídeo: Enoque: quando o livro foi escrito e por que ficou fora do cânon

Na capa, um manuscrito etíope do livro de Enoque, da British Library.

A carta de Judas cita uma profecia de Enoque. Mas o livro de Enoque não está nas Bíblias católica e protestante. Alguém escondeu esse livro?

Neste vídeo: o que é 1 Enoque, quando cada parte foi escrita, o que os manuscritos do Mar Morto mudaram, como o texto completo sobreviveu na Etiópia e chegou à Europa em 1773, e por que Tertuliano o defendeu enquanto Atanásio, Jerônimo e Agostinho o deixaram fora do cânon. Sem sensacionalismo: cada informação tem fonte, listada nesta página.

O texto completo do vídeoLer

0:00Um livro citado na Bíblia

No fim do Novo Testamento há uma carta de um capítulo só, a de Judas. Nela, «Enoque, o sétimo depois de Adão» profetiza que o Senhor vem com milhares de seus santos.

Só que essa profecia não está em Gênesis, nem em nenhum outro livro da Bíblia que você tem em casa. Ela está num livro chamado Enoque.

Então alguém escondeu esse livro? A resposta está por escrito.

0:28O que é 1 Enoque

Primeiro, quem é Enoque. Na Bíblia, ele ocupa poucas linhas de Gênesis, capítulo 5. «E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos. E andou Enoque com Deus; e não estava mais; porquanto Deus para si o tomou.»

É só isso. Um homem que andou com Deus e não morreu como os outros. O Novo Testamento volta a ele na genealogia de Lucas, em Hebreus, «pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte», e na carta de Judas.

Esse silêncio de Gênesis virou semente. Escritores judeus puseram na boca de Enoque visões do céu, dos anjos e do fim dos tempos.

O resultado é o que os estudiosos chamam de 1 Enoque. Não é um livro só: são cinco livros costurados, em 108 capítulos.

Um: o Livro dos Vigilantes, capítulos 1 a 36, sobre anjos que desceram à Terra. Dois: as Parábolas, capítulos 37 a 71, onde aparece uma figura chamada «Filho do Homem». Três: o Livro Astronômico, capítulos 72 a 82, sobre o sol, a lua e um ano de 364 dias. Quatro: o Livro dos Sonhos, capítulos 83 a 90, que conta a história de Israel com animais no lugar das pessoas. Cinco: a Epístola de Enoque, a partir do capítulo 91.

Um aviso: existe também um «2 Enoque», conservado em eslavo. É outro livro. Hoje falamos só do primeiro.

2:19Quando foi escrito: o que Qumran mudou

Quando esse livro foi escrito? Durante muito tempo, a resposta saiu só da leitura do texto. Em 1911, o tradutor R. H. Charles escreveu que o livro era dos séculos II e I antes de Cristo.

Aí vieram as cavernas de Qumran, perto do Mar Morto. Na caverna 4 apareceram pedaços de rolos de couro, em aramaico. Em 1976, o estudioso Józef Milik publicou esse material: onze manuscritos de Enoque. Sete trazem partes dos Vigilantes, dos Sonhos e da Epístola. Quatro trazem só o Livro Astronômico.

Pela forma da letra, a cópia astronômica mais antiga é do fim do século III ou do começo do século II antes de Cristo. A cópia mais antiga dos Vigilantes é da primeira metade do século II antes de Cristo.

E cópia é cópia. Se já se copiava por volta de 200 antes de Cristo, o texto é mais velho. Milik datou o Livro dos Vigilantes em meados do século III antes de Cristo, e o Astronômico como ainda mais antigo. O Livro dos Sonhos alude à revolta dos Macabeus e é datado por volta de 164 antes de Cristo. A Epístola é datada entre os séculos II e I antes de Cristo, e o último capítulo, o 108, parece um acréscimo final.

E as Parábolas? Aqui está o detalhe mais curioso. Nenhum fragmento delas apareceu em Qumran. E elas também não estão nos fragmentos gregos conhecidos.

Milik concluiu que as Parábolas tinham elementos cristãos e eram de por volta do ano 270. A maioria dos especialistas rejeitou essa data. Hoje, o mais comum é situar as Parábolas perto da virada da era, entre o fim do século I antes de Cristo e o século I depois de Cristo. Uma pista discutida está no próprio texto: ele cita os partos, e muitos ligam isso à invasão parta de 40 antes de Cristo.

Resumo honesto: 1 Enoque foi escrito por várias mãos, ao longo de uns trezentos anos. Para a pesquisa histórica, nenhuma dessas mãos é de alguém que viveu antes do Dilúvio.

4:55Da Etiópia para o mundo

Se os pedaços mais antigos estão em aramaico, como o livro inteiro chegou até nós?

Por uma corrente de traduções. Do original semítico, Enoque passou para o grego. Do grego, para o ge'ez, a língua da Bíblia etíope.

Em grego, sobraram pedaços. Um manuscrito achado em Akhmim, no Egito, entre 1886 e 1887, traz os capítulos 1 a 32. O cronista bizantino Jorge Sincelo copiou outros trechos por volta do ano 800. Em latim, quase nada sobreviveu.

Inteiro, o livro só existe em ge'ez. E existe porque a Igreja Ortodoxa Etíope Tewahedo o manteve na sua Bíblia, e o mantém até hoje. O manuscrito que você vê na tela é uma dessas cópias etíopes, hoje na Biblioteca Britânica. No seu site oficial, a Igreja diz que o mundo cristão e o mundo acadêmico lhe devem gratidão por ter preservado esses textos.

Fora da Etiópia, o texto completo foi dado como perdido por séculos. Até 1773. Nesse ano, o viajante escocês James Bruce voltou da Etiópia para a Europa com cópias em ge'ez.

Depois disso, tudo andou rápido. Em 1821, Richard Laurence publicou a primeira tradução inglesa. Em 1851, August Dillmann editou o texto etíope a partir de cinco manuscritos.

6:34Judas cita, os Padres discutem

Volte à carta de Judas. Lado a lado, fica claro. Judas, versículos 14 e 15: «Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos, para fazer juízo contra todos». Primeiro Enoque, capítulo 1, versículo 9: «Eis que ele vem com dezenas de milhares dos seus santos, para executar juízo sobre todos».

E em Qumran, um dos fragmentos aramaicos da caverna 4 também guarda esse trecho.

Judas conversa com Enoque em outro ponto. No versículo 6, fala de anjos que deixaram a própria habitação e estão guardados em prisões eternas, debaixo da escuridão, até o juízo do grande dia. Em Enoque, o anjo Rafael recebe a ordem de amarrar Azazel e lançá-lo nas trevas até o dia do grande juízo.

Para os primeiros cristãos, isso criou uma pergunta. Se um livro do Novo Testamento cita Enoque, Enoque é Escritura? As respostas estão por escrito.

Tertuliano disse que sim. Ele sabia que alguns recusavam o livro, porque ele não estava no cânon judaico. Mas argumentou que Noé, bisneto de Enoque, podia ter preservado o texto no Dilúvio. E lembrou que Enoque tem um testemunho na carta de Judas.

Orígenes, respondendo a um crítico dos cristãos chamado Celso, registrou o outro lado: os livros com o nome de Enoque não circulavam nas igrejas como divinos.

Atanásio de Alexandria, na carta de Páscoa para o ano 367, listou os 27 livros do Novo Testamento, com Judas entre eles. E, num trecho que sobreviveu em copta, nega que os livros atribuídos a Enoque sejam mesmo dele.

Jerônimo conta que a própria carta de Judas era rejeitada por muitos, justamente por citar Enoque. Mas, pela antiguidade e pelo uso, ganhou autoridade.

E Agostinho, na Cidade de Deus, resume o dilema. Não dá para negar, diz ele, que Enoque deixou escritos divinos, porque Judas afirma isso. Mas eles ficaram fora do cânon com razão: a antiguidade os tornava suspeitos, e não havia como provar que eram mesmo de Enoque.

Repare: ninguém escondeu nada. Discutiram em cartas e livros públicos, que ainda hoje qualquer pessoa pode ler.

9:05Cânon em 90 segundos

Agora, cânon em noventa segundos. A palavra vem do grego kanón, que quer dizer régua. É a lista dos livros que uma comunidade lê como Escritura. E não existe uma lista só.

A Bíblia hebraica, a dos judeus, não traz Enoque. Tertuliano já sabia disso.

Em grego, o livro circulou. Mas a lista de Atanásio, de 367, não o traz.

No norte da África, os concílios de Hipona, em 393, e de Cartago, em 397, fizeram as suas listas. Enoque também não está.

Em 1546, o Concílio de Trento fixou a lista católica. Enoque não está.

As confissões protestantes clássicas, como a Belga, de 1561, ficaram com os 39 livros do Antigo Testamento e os 27 do Novo. Enoque não está.

Entre as listas deste vídeo, a exceção vem da Etiópia. O site oficial da Igreja Ortodoxa Etíope Tewahedo lista 81 livros, e Enoque é um deles, ao lado de Jubileus.

E o tal Concílio de Jâmnia, onde rabinos teriam fechado a Bíblia hebraica? É uma hipótese do século XIX. Em 1964, o estudioso Jack Lewis mostrou que não há prova de um concílio assim.

10:32Vigilantes e gigantes

Agora, o trecho que mais aparece em vídeo: os Vigilantes.

Gênesis 6 tem quatro versículos enigmáticos: «Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.» E logo depois: «Havia naqueles dias gigantes na terra.»

Enoque transforma esses versículos numa história inteira. Duzentos anjos, «os filhos do céu», descem ao monte Hermom nos dias de Jarede. O chefe se chama Semjaza. Eles tomam mulheres e ensinam encantamentos, metalurgia, armas e astrologia. Nascem gigantes, que consomem tudo e depois devoram os próprios homens.

A palavra por trás de «Vigilantes» é o aramaico ʿir, que a Almeida traduz por «vigia». Ela também está na Bíblia comum: em Daniel 4, o rei vê «um vigia, um santo», descendo do céu. Só que em Daniel o vigia é um santo mensageiro; em Enoque, «Vigilantes» quase sempre são os que caíram.

Como os leitores antigos leram Gênesis 6? Há três leituras principais.

Primeira: os filhos de Deus são anjos. É a leitura de Enoque e de escritores cristãos antigos, como Justino e Tertuliano.

Segunda: são descendentes de Sete, o filho de Adão, que se misturaram com a linhagem de Caim. É a leitura de Agostinho.

Terceira, no judaísmo rabínico: o midrash Bereshit Rabá registra que o rabino Shimon bar Yochai traduzia «filhos dos juízes», e amaldiçoava quem traduzisse «filhos de Deus».

Qual está certa? Cada tradição responde na sua casa. Aqui, mostramos as três.

E o tamanho dos gigantes? Gênesis não dá altura nenhuma. A versão etíope de Enoque, na tradução de Charles, fala em três mil côvados. E Agostinho, que não aceitava que os anjos santos de Deus tivessem caído assim, lembrou de uma mulher gigante que multidões foram ver em Roma. Para ele, gigante podia ser só gente muito alta.

12:54Três frases, três fontes

Com isso na mão, dá para testar três frases que você talvez já tenha ouvido.

Primeira: «o livro que a Igreja escondeu». As fontes mostram outra coisa. Judas cita Enoque dentro do Novo Testamento. Tertuliano o defende. Orígenes, Atanásio, Jerônimo e Agostinho discutem o livro em textos públicos. Em 1911, o próprio Charles escreveu que os primeiros Padres davam a Enoque o peso de livro canônico, e que o descrédito veio entre o fim do século III e o começo do IV. Recusado às claras, sim. Escondido, não.

Segunda: «o livro mais antigo do mundo, escrito por Enoque antes do Dilúvio». Para a pesquisa histórica, as cópias mais antigas são de por volta de 200 antes de Cristo, e o texto foi escrito em partes, ao longo de uns trezentos anos. E a dúvida não é moderna: foi a antiguidade que deixou o livro suspeito para Agostinho.

Terceira: «arrancaram Enoque da Bíblia». Fora da Etiópia, nenhuma lista deste vídeo o traz: nem a Bíblia hebraica, nem a de Atanásio, nem as africanas, nem Trento, nem as confissões protestantes. Houve quem o lesse como Escritura, como Tertuliano, mas nenhuma dessas listas o incluiu. E quando Trento fechou a lista católica, em 1546, a Europa nem tinha o texto completo. Ele só chegou em 1773.

Então, por que ler Enoque? Porque ele mostra o mundo em que o Novo Testamento nasceu.

Em Daniel 7, o profeta vê «um como o filho do homem» chegar ao «ancião dos dias». Nas Parábolas, Enoque vê alguém com «cabeça de dias» e, ao lado dele, «aquele Filho do Homem», que depois se senta «no trono da sua glória». E em Mateus 25, Jesus diz: «quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória».

Charles achava que Enoque influenciou o Novo Testamento mais do que todos os outros livros judaicos antigos de fora da Bíblia hebraica, somados. Como a data das Parábolas ainda é discutida, os estudiosos seguem debatendo quem ecoa quem.

A própria Igreja etíope diz que o livro lança muita luz sobre o pensamento judaico dos séculos logo antes de Cristo. Ler Enoque não é trocar de Bíblia. É conhecer as perguntas que já estavam no ar quando o Evangelho foi anunciado.

15:47Resumo

Resumo: Enoque não foi escondido. Foi lido em Qumran, citado por Judas, defendido por Tertuliano, discutido por Orígenes, recusado por escrito por Atanásio e Agostinho, e guardado inteiro pela Igreja da Etiópia.

E ler essas razões ensina mais sobre a Bíblia do que qualquer teoria de conspiração.

Até a próxima.

De onde vem cada informação30 fontes

O minuto mostra em que ponto do vídeo cada fonte aparece. Os links levam à fonte.

  1. i0:00Judas 14-15. Bíblia Sagrada, Almeida, Edição Revista e Corrigida, Nova York, Sociedade Bíblica Americana, 1904, com a grafia de hoje.archive.org
  2. ii0:001 Enoque 1:9. R. H. Charles, The Book of Enoch, 2ª ed., Oxford, 1912; reimpr. Londres, SPCK, 1917. Tradução da redação.Pseudepígrafogutenberg.org
  3. iii0:45Gênesis 5:23-24, Lucas 3:37 e Hebreus 11:5 (Almeida de 1904, grafia de hoje).archive.org
  4. iv0:45R. H. Charles, «Enoch, Book of», Encyclopaedia Britannica, 11ª ed., vol. 9, 1911.Pesquisa históricaen.wikisource.org
  5. v0:45J. T. Milik, The Books of Enoch: Aramaic Fragments of Qumrân Cave 4, Oxford, Clarendon, 1976, p. 4-5.Pesquisa histórica
  6. vi0:451 Enoque 74:12 (Charles, 1912; tradução da redação).Pseudepígrafo
  7. vii2:20J. T. Milik, 1976, p. 4, 7, 8, 22, 24, 28, 44, 48, 92 e 96-97.
  8. viii2:20W. O. E. Oesterley, introdução a R. H. Charles, The Book of Enoch, 1917 (tabela de datas e nota 15).Pesquisa histórica
  9. ix2:20G. W. E. Nickelsburg e J. C. VanderKam, 1 Enoch 2 (Hermeneia), Minneapolis, Fortress, 2012, p. 62.Pesquisa histórica
  10. x2:201 Enoque 56:5 (Charles, 1912; tradução da redação).Pseudepígrafo
  11. xi4:35Charles, Encyclopaedia Britannica, 1911; Oesterley, 1917, nota 15.Pesquisa histórica
  12. xii4:35Igreja Ortodoxa Etíope Tewahedo, «The Bible», site oficial.Tradição ortodoxaethiopianorthodox.org
  13. xiii6:02Judas 6 e 14-15 (Almeida de 1904, grafia de hoje); 1 Enoque 1:9 e 10:4-6 (Charles, 1912; tradução da redação).archive.org
  14. xiv6:02J. T. Milik, 1976, p. 184 (fragmento 4QEnc ar, col. I).Pesquisa histórica
  15. xv6:02Tertuliano, De cultu feminarum I.3, trad. S. Thelwall, Ante-Nicene Fathers 4, 1885.Patrísticanewadvent.org
  16. xvi6:02Orígenes, Contra Celso V.54, trad. F. Crombie, Ante-Nicene Fathers 4, 1885.Patrísticanewadvent.org
  17. xvii6:02Atanásio, Carta Festal 39 (para 367), trad. R. Payne-Smith, Nicene and Post-Nicene Fathers 2/4, 1892.. Trecho copta: D. Brakke, «A New Fragment of Athanasius's Thirty-Ninth Festal Letter», Harvard Theological Review 103, 2010, p. 47-66.Patrísticanewadvent.org
  18. xviii6:02Jerônimo, De viris illustribus 4, trad. E. C. Richardson, Nicene and Post-Nicene Fathers 2/3, 1892.Patrísticanewadvent.org
  19. xix6:02Agostinho, A Cidade de Deus XV.23, trad. M. Dods, Nicene and Post-Nicene Fathers 1/2, 1887.Patrísticanewadvent.org
  20. xx8:19H. G. Liddell, R. Scott e H. S. Jones, A Greek-English Lexicon, Oxford, 1940, verbete κανών.Pesquisa históricaperseus.tufts.edu
  21. xxi8:19Código dos Cânones da Igreja Africana, cân. 24, trad. H. Percival, Nicene and Post-Nicene Fathers 2/14, 1900.Patrísticanewadvent.org
  22. xxii8:19Concílio de Trento, sessão IV, 8 de abril de 1546, trad. J. Waterworth, 1848.Tradição católicahistory.hanover.edu
  23. xxiii8:19Confissão Belga, 1561, arts. 4 a 6.Tradição protestante históricacrcna.org
  24. xxiv8:19J. P. Lewis, «What Do We Mean by Jabneh?», Journal of Bible and Religion 32, 1964, p. 125-132.Pesquisa históricajstor.org
  25. xxv9:33Gênesis 6:2 e 6:4 e Daniel 4:13 (Almeida de 1904, grafia de hoje); 1 Enoque 6:1-8:3 e 7:2 (Charles, 1912; tradução da redação).archive.org
  26. xxvi9:33Justino, 2ª Apologia 5, trad. M. Dods e G. Reith, Ante-Nicene Fathers 1, 1885.Patrísticanewadvent.org
  27. xxvii9:33Bereshit Rabá 26:5, The Sefaria Midrash Rabbah, 2022, licença CC-BY.Tradição judaica antigasefaria.org
  28. xxviii9:33J. T. Milik, 1976, p. 144 (a palavra aramaica ʿir).
  29. xxix11:34Daniel 7:13 e Mateus 25:31 (Almeida de 1904, grafia de hoje); 1 Enoque 46:1-2 e 62:5 (Charles, 1912; tradução da redação).archive.org
  30. xxx11:34R. H. Charles, citado por W. O. E. Oesterley, introdução a The Book of Enoch, 1917.Pesquisa histórica

Texto bíblico: Almeida, Edição Revista e Corrigida, Nova York, Sociedade Bíblica Americana, 1904, com a grafia de hoje.

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Gustave Doré, «The Deluge», Plate I de The Holy Bible (1866), restauro de Adam Cuerden. Gustave Doré, O Dilúvio, 1866. Domínio público. Origem
Manuscrito etíope de 1 Enoque, British Library Or. 485, f. 102r
Manuscrito etíope de 1 Enoque, British Library Or. 485, f. 102r. British Library, Or. 485, f. 102r. Domínio público. Origem
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William Blake, «Enoch before the Great Glory», c. 1824-1827, NGA 30675. William Blake, Enoque diante da Grande Glória, c. 1824-1827. National Gallery of Art, Washington. CC0. Origem
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William Blake, «Enoch», litografia de 1806-1807, MET DP830189. William Blake, Enoque, 1806-1807. The Met. CC0. Origem
Philippe de Champaigne, "Saint Augustine", c. 1645-1650
Philippe de Champaigne, «Saint Augustine», c. 1645-1650. Philippe de Champaigne, Santo Agostinho. LACMA. Domínio público. Origem
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Mapas, linhas do tempo, infográficos, cartelas e texturas. Arte: editora Teu Deus. Arte própria.
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